Leitura e escrita no sistema braile

Houve inúmeras tentativas para proporcionar escrita e leitura tátil para portadores de deficiência visual. Uma em destaque foi a tentativa de compreender linhas e pontos salientes pelo oficial Charles Barbier, baseando-se em doze sinais representados por sílabas com sonoridade, já que havia necessidade de comunicação noturna em tempo de guerra. Com a intenção de testar seu invento, levou as pessoas cegas do Instituto Real dos Jovens Cegos. Serviu como base para a atual escrita tátil inventada por Louis Braille.
O sistema braile, utilizando seis pontos em relevo dispostos em duas colunas, possibilita a formação de 63 símbolos diferentes, usados em textos literários nos diversos idiomas, como também nas simbologias matemática e científica em geral, na música e, recentemente, na informática.

Cela braile
O sistema braile foi adotado no Brasil, a partir de 1854, utilizado universalmente na leitura e na escrita por pessoas portadores de deficiência visual. Reconhece-se o ano de 1825 como o marco dessa importante conquista para a educação e integração.
Vejamos como fica distribuído o alfabeto:

INSTRUMENTOS UTILIZADOS

REGLETE - Aparelho composto por duas réguas: superior e inferior.

PUNÇÃO - Objeto utilizado para a perfuração de pontos na estruturação da escrita.

SOROBÃ - Importante material de apoio ao ensino matemático.

IMPRESSORA – importante instrumento na reprodução em série de materiais braile.
 
MÁQUINA PERKINS - Possui seis teclas que representam os pontos da célula braile.
PRODUÇÃO DE MATERIAL
Para que o portador de deficiência visual possa usufruir suas habilidades em todos os âmbitos, é fundamental que haja um incentivo traçado pela própria motivação do professor (em seu conhecimento específico) para sua prática de leitura e escrita. Assim, o aluno terá um ensino bem orientado e difundido em sua realidade.
Através da construção de materiais significativos que desafiam os portadores de deficiência visual, acreditamos na importância de atividades que oportunizem a descoberta de suas autorias de pensamento. A escola proporciona meios para que o portador de deficiência visual evidencie suas potencialidades, tornando-se consciente de que é um ser integrado, capaz de intervir na realidade de forma ativa e criativa no processo escolar.
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