A família, ao longo do tempo, vem sofrendo grandes transformações e, atualmente, observamos uma realidade diversa nas configurações familiares. Porém, ela permanece sendo à base da educação, a primeira experiência social da criança de pertencimento ao grupo, o ambiente principal do desenvolvimento humano. Mudou a forma, mas a importância é a mesma!
Hoje, não temos mais apenas o modelo tradicional de família, composta da mãe, pai e filhos. Novos e diferentes arranjos familiares vão surgindo: famílias com pais separados; famílias com filhos de outros casamentos; famílias com adoção; famílias com apenas um “cuidador” e muitas outras. No entanto, a necessidade primeira desta fundamental instituição, independente das mudanças que ocorrem na contemporaneidade, sempre será o cuidado, a proteção, o afeto e a segurança.
É preciso atenção à Estrutura Familiar, que é a forma como os membros da família relacionam-se e interagem. Não existem famílias sem estrutura ou “desestruturadas”, como muito se ouve falar atualmente, mas sim aquelas que mostram uma estrutura forte, que dá sustentação saudável aos seus membros e aquelas que apresentam fragilidade, vulnerabilidade que pode acarretar o desequilíbrio familiar e o prejuízo emocional.
Nesse sentido, independente das pessoas que compõem a família ou a forma que ela está constituída, o primordial é a presença do afeto, do carinho, da referência positiva, da presença dos valores, dos limites, do acompanhamento, da garantia das necessidades básicas e essenciais, que possibilite o exercício da construção da identidade e da autonomia. Não basta pertencer a uma família, é preciso sentir-se alguém importante, insubstituível e amado!
Adriane de Cássia Alves Gonçalves
Psicóloga do Instituto Santa Luzia